Cirurgia da Base do Crânio
Formado no berço mundial da skull base surgery — University of Pittsburgh Medical Center
O que é a base do crânio?
A base do crânio é a estrutura óssea complexa que separa o cérebro das estruturas da face, dos olhos, dos ouvidos e do nariz. É uma região de acesso cirúrgico extremamente desafiador: nervos cranianos, artérias vitais e o próprio tronco cerebral estão milímetros uns dos outros. Operar nesta área exige formação ultra-especializada, tecnologia de ponta e experiência em centros de referência mundial — exatamente o caminho que percorri.
Minha formação nesta área
A cirurgia da base do crânio é a minha especialidade de formação máxima. Realizei meu fellowship no University of Pittsburgh Medical Center (UPMC), reconhecido mundialmente como o centro pioneiro desta especialidade — onde as técnicas endoscópicas endonasais expandidas foram desenvolvidas. Na sequência, aprofundei minha formação em Stanford University, um dos maiores centros de neuro-oncologia e cirurgia craniana do mundo.
| Instituição | Período | Foco |
|---|---|---|
| University of Pittsburgh (UPMC) | 2012-2014 | Skull Base Surgery — técnicas endoscópicas endonasais expandidas |
| Stanford University | 2014-2015 | Base do Crânio, Neuro-oncologia e cirurgia craniana avançada |
| Baylor College of Medicine | Professor | Rising Star Award — reconhecimento por excelência acadêmica e cirúrgica |
Condições que trato
Tumores da base do crânio
- Meningiomas — tumores das meninges em fossa anterior, média e posterior, incluindo meningiomas do tubérculo selar, planum esfenoidal e forame magno
- Schwannomas vestibulares (neurinomas do acústico) — tumores do nervo da audição e equilíbrio
- Cordomas e condrossarcomas do clivus — tumores ósseos raros e agressivos
- Craniofaringiomas — tumores congênitos próximos à hipófise
- Estesioneuroblastomas — tumores malignos da cavidade nasal com extensão intracraniana
- Cistos epidermóides e dermóides — lesões congênitas que crescem lentamente e comprimem nervos
- Paragangliomas (tumores glomus) — tumores vasculares da base lateral do crânio
Outras condições
- Fístula liquórica — vazamento de líquor pelo nariz, risco de meningite se não corrigido
- Meningocele e encefalocele — herniação de meninges ou tecido cerebral pela base do crânio
- Lesões vasculares complexas — aneurismas e malformações que envolvem a base do crânio
- Neuralgia do trigêmeo — dor facial severa tratada com descompressão microvascular
- Espasmo hemifacial — contrações involuntárias do rosto causadas por compressão vascular
Técnicas cirúrgicas
Cirurgia endoscópica endonasal expandida
Acesso pelo nariz — sem cortes externos e sem cicatrizes visíveis. Uma câmera de alta definição e instrumentos especializados são inseridos pelas narinas para alcançar tumores profundos na base do crânio. Esta técnica, desenvolvida no UPMC onde me formei, permite acessar lesões desde o seio frontal até a junção craniocervical, e lateralmente até o ápice petroso. Benefícios: menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e menor risco de complicações neurológicas.
Craniotomia com microcirurgia
Para tumores laterais, de grandes dimensões ou com envolvimento vascular complexo. Utilizo microscópio cirúrgico de alta potência combinado com neuronavegação para máxima precisão e segurança. Cada abordagem — pterional, retrossigmoide, subtemporal — é escolhida sob medida para a localização específica do tumor.
Tecnologias que utilizo em todas as cirurgias
- Neuronavegação (GPS cirúrgico) — localização milimétrica em tempo real dentro do crânio
- Monitoramento neurofisiológico intraoperatório — proteção dos nervos cranianos durante toda a cirurgia
- Endoscopia 4K de alta definição — visualização ampliada e detalhada das estruturas
- Microcirurgia avançada — instrumentos de precisão submilimétrica
- Doppler intraoperatório — monitoramento do fluxo sanguíneo em artérias próximas ao tumor
O que esperar: da consulta à recuperação
Na primeira consulta, analiso seus exames de imagem (ressonância magnética e tomografia) e explico detalhadamente o diagnóstico, as opções de tratamento e os riscos. Cada caso é discutido de forma individualizada — não existe cirurgia padrão na base do crânio.
A internação geralmente varia de 3 a 7 dias, dependendo do tipo de abordagem e da complexidade do caso. Cirurgias endoscópicas endonasais tendem a permitir alta mais precoce. O acompanhamento pós-operatório inclui consultas regulares, exames de imagem de controle e, quando necessário, coordenação com equipes de endocrinologia, otorrinolaringologia e oncologia.
Publicações científicas nesta área
- Cirurgia endoscópica endonasal para cistos epidermóides e dermóides — 10 anos de experiência (UPMC)
- Técnicas de hemostasia na cirurgia endonasal endoscópica para tumores selares
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